A Bíblia é confiável?

A Bíblia é o livro mais importante do cristianismo, pois ela é o próprio Deus falando com o leitor. Mas será mesmo que ela é confiável? Afinal, muitos anos se passaram desde os acontecimentos narrados nela, como é o caso da vida de Jesus, por exemplo. Será que depois de tanto tempo, e de várias cópias feitas algo não poderia ter sido "esquecido" ou se "alterado sem querer"?
Os livros do Antigo Testamento começaram a ser escritos há cerca de 3400 anos, e os livros do Novo Testamento foram escritos há quase 2000 anos. Ao longo desse período, a Bíblia foi repetidamente copiada, e nem sempre os copistas fizeram um bom trabalho.
Sabendo disso, você pode estar pensando que não dá para pedir para o cristão acreditar na Bíblia. Mas calma, vamos com calma! O texto bíblico é altamente confiável! Estudando um pouco mais a fundo, qualquer ateu de mente aberta verá que as evidências arqueológicas e históricas e críticas textuais confirmam a autenticidade dos textos bíblicos.
Em 1947, um grupo de pastores de cabras encontrou por acaso, em uma caverna em Qumam, na Cisjordânia, ás margens do Mar Morto, centenas de manuscritos. Até ai você pode estar pensando: "Ah tudo bem, todo dia muitas pessoas encontram muitas coisas" mas não era qualquer coisa, era SÓ a versão mais antiga que conhecemos até hoje do Antigo Testamento, escrito entre os século III a. C. e 70 d.C. Mas ai vem a bomba: Quando os especialistas compararam os manuscritos do Mar Morto com os textos atuais da Bíblia, puderam verificar que, por mais de dois mil anos, dois mil anos, DOIS MIL ANOS, os copistas foram fieis na reprodução dos textos, sem qualquer alteração de sentido. Portanto o Antigo Testamento que temos em mãos hoje,é praticamente igual ao conteúdo desses pergaminhos, os mais antigos da histórias.
Mas e quanto ao novo testamento, que contam a vida de Jesus Cristo? Existem mais de cinco mil cópias antigas do Novo Testamento, escritas em grego em museus da Europa e América do Norte. Nenhuma delas é idêntica a outra. Mas calma, as mudanças são de palavras, sinônimos, pontuações ou ligeiras falhas ortográficas e palavras postas em ordem diferente, que não alteram em nada o contexto dos escritos, mas isso os críticos não falam, é claro! São diferenças do tipo: ao invés de colocarem: "Jesus Cristo", colocaram "Cristo Jesus", ou "Senhor" no Novo Testamento, isso mudaria o sentido do texto? Não. Isso não é uma opinião minha, mas de especialistas em crítica textual mundialmente reconhecidos, Daniel B. Wallace, Frederic G. Kenyon, Bruce M. Metzger e F.F. Bruce.
Mas os copistas, sendo monges católicos, não poderiam ter adulterado o conteúdo para dar peso a certos dogmas da Igreja Católica? Vamos lá, primeiro não precisariam ter feito isso, porque todos os dogmas da Santa Igreja Católica são fundamentadas na Bíblia, e não precisam de um "peso" para provarem, apenas ler e buscar entender. Afinal, se os copistas e as autoridades da Igreja Católica, tivessem mesmo corrompido os textos bíblicos, por que deixaram de uniformizar as narrativas dos quatro Evangelhos? Por que não "deletaram" as passagens mais complicadas, que a Igreja tem trabalho para explicar, como a que cita os "irmãos de Jesus"? Por que perderam a oportunidade de mostrar os apóstolos sempre como homens sublimes? Por que deixaram de inserir textos que dessem apoio explícito aos dogmas da Assunção de Nossa Senhora aos Céus e a infalibilidade papal?
Quem tem olhos para ver, VEJA!
A Sagrada Escritura é altamente confiável.